O prefeito Adaelson de Almeida Magalhães e sua vice, Márcia Helena Machado de Siqueira, tiveram seus diplomas cassados pela Justiça Eleitoral, sob acusação de abuso de poder político e econômico, além de práticas vedadas durante as eleições municipais de 2024. A sentença, proferida pelo juiz eleitoral da Comarca de Muriaé, Maurício José Machado Pirozzi, determinou também que o prefeito fique inelegível por oito anos e pague multa. Apesar disso, ambos permanecem nos cargos até que haja decisão definitiva nas instâncias superiores.
Segundo a decisão, a administração municipal teria promovido contratações temporárias em período proibido pela lei eleitoral, além de utilizar a máquina pública para fins de campanha. O magistrado apontou ainda demissões direcionadas e retaliatórias após o pleito, bem como coação a servidores contratados. Os números apresentados no processo mostram o aumento expressivo das admissões: 33 contratações em 2022, 24 em 2023 e 137 em 2024, ano eleitoral. No caso das demissões, o juiz descreveu ameaças explícitas de perda do emprego, elaboração de listas de servidores que não compareceram a eventos de campanha e monitoramento ostensivo de opositores. Após uma vitória apertada — por apenas nove votos —, houve exonerações direcionadas, inclusive antes do término contratual, atingindo especialmente quem se manteve neutro ou apoiou a oposição.
O prefeito pretende recorrer da decisão junto ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Em nota oficial, Adaelson Magalhães afirmou que respeita a Justiça, mas reforçou que a decisão é de primeira instância e não possui efeito imediato. Declarou ainda que “nossa rotina de trabalho não muda” e demonstrou confiança de que “no momento certo a verdade prevalecerá.” Até o momento da publicação, a defesa oficial não havia se manifestado diretamente sobre o mérito da sentença.