Com aumento na taxa de incidência do coronavírus em Muriaé nos últimos dias, o Comitê Extraordinário da Covid-19 na cidade se reuniu na noite desta quinta-feira, 21, para avaliar a determinação do programa Minas Consciente que manteve a cidade na Onda Vermelha.
Antes das definições, os membros ouviram representantes de academias de ginástica que pediram para serem ouvidos. Os empresários lembraram que o decreto presidencial permite o funcionamento de academias e se dispuseram a cumprir todas as regras sanitárias para poderem abrir as portas.
A procuradora-geral do município, Daniela Tambasco, explicou que, embora a determinação presidencial preveja a possibilidade, existe conflito com a determinação estadual, que é a responsável pelas classificações e restrições.
“Deixar de cumprir a norma estadual é deixar os cidadãos muriaeenses desassistidos no futuro. O Estado é o responsável pelo suporte a Muriaé e, ficar fora do plano é querer assumir responsabilidades por vidas. Não podemos ser inconsequentes quando se trata de vidas”, explicou.
Daniela lembrou ainda que a decisão do estado em manter Muriaé na fase restritiva foi motivada pela alta incidência de casos e ocupação dos leitos na cidade. “Mas é bom lembrar que o Governo Estadual avalia alterar o Minas Consciente e, mudando essa flexibilização, Muriaé acatará as decisões”, ponderou.
Outro segmento que participou desta primeira parte da reunião foi o comércio, através da Câmara de Dirigentes Lojistas e Associação Comercial e Empresarial de Muriaé (CDL-ACE). A instituição foi representada pelo presidente Henrique Lourenço e o gerente executivo Vitor Santos.