Bradesco é condenado

Banco é condenado por ignorar funcionária com gravidez de risco. O banco Bradesco deverá pagar indenização no valor de R$ 20 mil para uma gerente que teria sido pressionada a trabalhar e resolver problemas da instituição financeira mesmo estando em licença médica durante gestação de risco, sob orientações para repouso absoluto. A bancária, que era gerente de contas jurídicas, precisou de quatro meses de repouso por recomendação médica. Durante o período, no entanto, os seus supervisores se referiam ao risco como “frescura” e a procuravam para solucionar problemas relativos aos clientes da sua carteira. Mesmo pressionada, a bancária só retornou às atividades quando terminou a licença maternidade e foi demitida cerca de um mês depois. A juíza da 6a. Vara de Curitiba, Suely Filippetto, entendeu que o comportamento do banco ao dispensar a trabalhadora imediatamente após o término da licença-maternidade foi discriminatório e inaceitável, já que a empresa não apresentou nenhuma justificativa para a rescisão contratual. Em análise do recurso do banco, os desembargadores da Segunda Turmado TRT-PR confirmaram o direito da trabalhadora à reintegração. Em relação ao assédio moral sofrido durante a licença médica, foi fixada a indenização de R$ 20 mil.

(Portal NewTrade – São Paulo/SP)

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