Daniel Fazenda Freire, engenheiro civil e diretor da TIER4
Intelligent Solutions explica os prós e contras do Ato Declaratório,
valido desde 18 de outubro deste ano
A TIER4 Intelligent Solutions é uma empresa integradora de soluções na área de
TI, focada na construção, otimização e implantação de Data Centers. Disponibiliza
aos clientes infra-estrutura física adequada para o armazenamento de equipamentos,
servidores e aplicações – com toda a segurança física, conectividade, climatização
e suprimento ininterrupto de energia elétrica. A empresa de São Paulo atende de
Pequenas e Médias Empresas às transnacionais, apresentando em seu portfólio
soluções completas que vão desde a Construção e Monitoramento de Data Center,
com a manutenção preventiva e corretiva dos centros de dados, ao fornecimento do
tradicional Pre Fab Data Center, destinado às demandas de maior porte; e o Data
Bunker, com foco na prestação de serviços para as PMEs.
Acompanhem as respostas do empresário e engenheiro Daniel Fazenda Freire (*):
1 – Desde que o Marco Regulatório da Internet foi aprovado, um dos itens
discutido e retirado da pauta foi que empresas (brasileiras e estrangeiras)
deveriam sofrer sanções na locação de Data Centers fora do Brasil. Como
enxerga este cenário?
As sanções previstas que foram retiradas do Marco Regulatório demonstravam uma
forma de protecionismo do mercado nacional, o qual não foi para frente. Estamos cada
vez mais conectados à economia globalizada.
2 – Mesmo assim foi aplicado um Ato Declaratório pela Receita Federal que tenta
inviabilizar a contratação de serviços de Data Center fora do País. Quais os prós
e contras desta medida?
Para as empresas nacionais é um bom momento, pois as obrigará a iniciar ou
expandir a operação por aqui, a fim de reduzir os custos finais para o cliente final. Mas
isso não acontece do dia para noite. Para aplicar a medida financeira às empresas que
estão no Brasil é necessário planejamento, adaptação do mercado e infra-estrutura
adequada por aqui.
Com isso, os clientes que ainda têm mais confiança em provedores internacionais
– e os que têm suas operações de TI hospedadas fora do Brasil – pagarão valores
maiores, visto que estão modificando as regras de tarifação sem nenhum critério
comercial que beneficie as empresas em geral.
3 – É possível afirmar que as empresas de infra-estrutura e ‘colocation’ terão um
espaço maior, ampliando investimentos em infra-estrutura e de dados no Brasil?
As empresas nacionais tendem a viver um momento impar, pois a concorrência forte
das empresas estrangeiras que possuem muita infra-estrutura fora do Brasil perderá
força, devido ao aumento de preço com a nova tarifação da Receita Federal.
4 – Avista-se que o governo brasileiro está indo na contramão do mercado
internacional. De que forma acredita que as empresas internacionais atuarão, a
partir deste Ato Declaratório da Receita Federal?
Uma tarifação deste gênero demonstra que o Governo Federal está pensando em
curto prazo. No lugar de trazer empresas para o Brasil, com incentivos, simplesmente
se coloca uma barreira financeira que protege a indústria nacional agora. Mas em
longo prazo se mostra ineficaz, visto que o mercado tende a não aceitar bem sanções
ou imposições sem que haja as devidas adequações.
5 – E como fica o mercado nacional de empresas de TI que fornecem serviços de
Data Center?
O mercado brasileiro de Data Center é muito novo, em relação a mercado
internacional. Temos um grande potencial de crescimento estimado em torno de 24%
ao ano – isso sem a taxação da Receita Federal. Com isso, muda-se novamente essa
previsão, que com certeza será para cima.
Problemas: ainda não temos mão de obra qualificada o suficiente para ambientes
de missão critica, por exemplo. Esse mercado no Brasil tem como base pessoal de
TI e engenharia elétrica para lidar com estas questões. É devido a complexidade de
material humano e o alto investimento inicial que as empresas do mercado de Data
Center, atuantes no Brasil, costumam tomar decisões de médio a longo prazo.
* Daniel Fazenda Freire é Engenheiro Civil e diretor das empresas D2F Engenharia
e TIER4 Intelligent Solutions (Formado pela Escola de Engenharia Mauá, há mais de
15 anos na entrega projetos de construção e reforma para redes varejistas, empresas
e pessoas físicas. Em tecnologia, Data Center e soluções para armazenamento de
dados são seu foco. Além disso participa em empresas de diversos segmentos como
investidor e mentor de empresas de inovação e tecnologia.
(Jornal das estâncias – Caxambú/MG)
Trifil é condenada
Roupa íntima tinha de ser exibida ao segurança da Itabuna Têxtil
S.A., dona da Trifil-Scala. A empresa Itabuna Têxtil S/A, dona das
marcas Trifil e Scala, foi condenada pela Terceira Turma do
Tribunal Superior do Trabalho a pagar indenização de R$ 3 mil a
um de seus auxiliares de produção por danos morais. A fabricante
de calcinhas, sutiãs e meias, segundo a justiça, submetia o
trabalhador a revista íntima na qual era obrigado a exibir o cós da
cueca a um vigilante. A condenação mudou a decisão do Tribunal
Regional do Trabalho (TRT) da 5a. Região (BA), para quem a
revista não era dirigida unicamente ao trabalhador que se queixou.
Por isso, não seria razão para que ele considerasse aquela
situação vexatória. A informação foi publicada no site do Tribunal
Superior do Trabalho (TST). Segundo afirmou o auxiliar de
produção, os empregados eram forçados a mostrar as roupas
íntimas, ainda que parcialmente. Era a forma da empresa saber se
os trabalhadores estavam levando alguma peça da linha de
produção. Para o funcionário, aquela revista íntima causava
constrangimento diante dos demais colegas de trabalho e da
sociedade, “que forma o convencimento de que os funcionários
daquela fábrica não são dignos de confiança”. A empresa alegou
em sua defesa que a inspeção consistia na exibição do cós da
cueca ou da calcinha, da alça do sutiã e das meias. Isso só era feito
diante do vigilante e em local restrito, e de forma aleatória, por meio
de sorteio eletrônico. Segundo a empresa, o procedimento era lícito
e previsto no contrato de trabalho e no acordo coletivo de trabalho
da categoria. Para o relator do recurso, ministro Maurício Godinho
Delgado, “a realização da inspeção pessoal pelo empregador
configura inegável abuso no exercício do poder fiscalizatório”.
Ainda segundo o ministro, ainda que não houvesse contato físico
na hora da inspeção, a revista implicava na exposição indevida da
intimidade.
(Portal NewTrade – São Paulo/SP)
Governo mais técnico
A expectativa do setor produtivo é a de que as dificuldades que
a presidente Dilma Rousseff têm pela frente no seu segundo
mandato não impeçam o país de voltar a crescer com baixa
inflação e de que haja continuidade na melhoria das condições
de vida da população. Pelo menos é o que espera o presidente
da Federação das Indústrias de Minas Gerais, Olavo Machado
Júnior, que reclama da campanha eleitoral marcada por ataques e
agressões aos adversários, e da absoluta falta de apresentação de
propostas. E que a presidente Dilma não se engane, os quase 50%
dos votos que foram para a oposição são consequência da péssima
gestão da macroeconomia do país nos últimos anos. O ideal seria,
segundo ele,que o governo tivesse menos políticos mais executivos
e equipes tecnicamente capacitadas a gerir o país, com agências
reguladoras independentes.
(Revista Viver Brasil – Belo Horizonte/MG)
Unilever vai à justiça
Empresa entrou com processo contra a Hampton Creek. A
Unilever também quer receber uma indenização sem valor definido
por “danos sérios e irreparáveis” que sustenta terem sido infligidos
pela Hampton Creek a suas vendas e marca pelo que chama de
marketing “literalmente falso”. A Unilever entrou com processo
contra a Hampton Creek, uma fabricante de alimentos sem
ovos, acusando a campanha do produto just Mayo de usar “falsa
propaganda e concorrência desleal” para arrebatar participação
de mercado de sua marca Hellmann’s. O produto, que começou
a ser vendido há pouco mais de um ano, usa plantas em vez
de gema de ovo para produzir uma maionese alternativa que a
empresa sustenta ser mais saudável e mais benéfica ao ambiente.
O processo da Unilever, um das maiores fabricantes de bens de
consumo do mundo, com valor de mercado de US$ 70 bilhões,
pede que a Just Mayo seha retirada do mercado nos Estados
Unidos até o fim do ano. “Apesar do nome, a Just Mayo não contém
apenas maionese. Na verdade, nem é maionese”, afirma a Unilever
na ação judicial. “Pela regulamentação federal, pelas definições
comuns de dicionários e pela forma como os consumidores a
compreendem “maionese” ou “maio” (mayo, em inglês) é um
produto que contém ovos. Esse ingrediente não existe na Just
Mayo.
(Portal NewTrade – São Paulo/SP)
Mais aumento
O governo está decidido a recompor integralmente a alíquota do
IPI para automóveis a partir de 2015, segundo o presidente da
Associação Nacional dos Fabricantes de Veículo Automotores
(Anfavea), Luiz Moan. Ele se reuniu com o ministro da Fazenda,
Guido Mantega, que, segundo Moan, reafirmou a decisão do
governo Dilma Roussef de voltar a alíquota, como já estava
previsto. Mesmo com a alta do imposto, a Anfavea prevê que a
venda de automóveis será maior em 2015 do que em 2014 – mas
ainda não tem um número projetado, de acordo com o presidente.
Em 1a. de janeiro, a alíquota para os carros populares subirá de 3%
para 7%, enquanto o tributo para os carros médios subirá de 9%
para 11% (no caso dos motores flex) e para 3% (a gasolina).
(Jornal Diário Boca do Povo – Sete Lagoas/MG)
R$ 4 milhões com aluguel
Prefeitura de Itaúna e SAAE gastam quase R$ 4 milhões com
aluguel de veículos entre 2013 e 2014. – O vereador Hudson
Bernardes quer saber como e por que a Prefeitura e o Serviço
Autônomo de Água e Esgoto – SAAE gastaram em cerca de 12
meses quase 4 milhões com aluguéis de veículos. O parlamentar
formalizou recentemente um pedido de informações ao município
sobre as despesas com as locações e, de posse dos documentos,
deve anunciar em breve as providências que vai adotar diante dos
valores apurados e considerados por ele exorbitantes. Conforme
os levantamentos a Prefeitura, sozinha, contratou serviços de
locadoras por R$ 3.445.747,00 entre 2013 e 2014, enquanto
no SAAE, os gastos ultrapassaram os R$ 400 mil no mesmo
período.Muitas contratações tiveram origem no governo do ex-
prefeito Eugênio Pinto e foram renovados pela administração de
Osmando Pereira da Silva. De acordo com Hudson Bernardes,
somente do ano passado até a entrega dos esclarecimentos
solicitados por ele, pelo menos 12 contratos foram aditivados. O
vereador vai questionar a partir de agora as empresas beneficiadas
e se existe relação delas com financiadores de campanha. Nos
últimos dias, Hudson Bernardes, também encaminhou ao executivo
pedido de informações sobre os gastos com alugueis de imóveis
pela administração municipal.
(Jornal S’passo – Itaúna – MG)