Rede Sindijori de Comunicação
Do balanço e das previsões do final de ano
Stefan Salej
No final do ano corremos para fechar todos os balanços. Fiscais,
dos impostos,das empresas e entidades, balanço de felicidades,
de experiências, das formaturas, sejam das crianças ou dos
universitários. Em resumo, puxamos a linha mais próxima
do que aconteceu. O balanço da experiência que passou,às
vezes comemorada com cachaça ou vinho. Mas, o relógio de
tempo continua batendo as horas e o mundo continua girando.
Efetivamente, final do ano é para fazer balanço, mas principalmente
repensar o que nos espera nos próximos anos, não só no próximo
ano.
Começamos pelo mundo que anda às turras com o terrorismo
islâmico, os preços baixos do petróleo, o que não quer dizer no
Brasil gasolina mais barata, desastres naturais e guerras violentas,
como da Síria e, em grau nada menor da Ucrânia. Os Estados
Unidos saindo da crise, a Europa se recuperando muito devagar,
e a África e a Ásia, crescendo. E na América Latina, uns, como
o Peru, Chile, Colômbia e até Bolívia e Equador crescendo, o
México com problemas de criminalidade, e, na América Central,
uns melhores e outros piores.
Como estão o Brasil e Minas, o leitor conhece melhor do que o
comentarista. Não há dúvida de que, com o ano Novo,renovam-
se as esperanças, sempre pensando que algo deve mudar para
melhor. Almejamos que os novos governantes, ou os velhos
re-eleitos,mudem as situações e, pelo menos por uns tempos,
viveremos aguardando que as coisas melhorem, para quem sabe
chegarmos à conclusão de que mudaram mesmo ou que tudo
continua como d’antes no quartel de Abranches. E, nesse cenário
de muito mais notícias ruins do que boas, como enfrentar o próximo
ano após as festas, férias e carnaval?
Primeiro, enquanto você está festejando, comemorando, dançando
e de férias, seus concorrentes não estão! Perder três meses de
negócios,por mais que aleguemos que é preciso, não dá! Então tem
que fazer um planejamento para reduzir os prejuízos nesse período.
Em seguida, há que rever o que aprendemos no ano que passou e
como vamos fazer no próximo ano. Pode chamar de planejamento
estratégico, ir para um SPA em Ouro Fino,frequentar os cursos e
workshop que quiser, mas se você, seus sócios e seus funcionários
não souberem o que querem, nada disso vai ajudar muito. E nisso
se inclui o planejamento familiar. O filho mais novo entra no jardim
da infância ou está saindo da faculdade e vai trabalhar onde? Tem
casamento à vista? Reforma da casa?E mais e mais. Folha de
papel, lápis (pode ser tablet) e começar com seus sonhos, objetivos
e custos.Seja na empresa, seja na família.
E em qualquer situação, e muito mais em época de crise, o negócio
requer ainda mais dedicação ao cliente, produtos e serviços
melhores e mão firme no caixa. Prumo e rumo e você chegará lá.