TUDO SOBRE OS LEITES VEGETAIS
Com o aumento de popularidade dos leites de soja, eles ganharam cada
vez mais espaço nas prateleiras do supermercado e na nossa casa também e,
a fim de evitar confusões, o certo seria chamá-los de extrato, não de leite.
Estou me referindo ás bebidas feitas com extrato de cereais, sementes e
oleaginosas, como por exemplo de arroz, aveia e amêndoas. Apesar de não
serem leites (como me referi acima, são extratos), por causa da coloração e da
textura semelhantes às do leite de vaca, passaram a ser chamadas de leites
vegetais. O que mais tem atraído o consumidor nessa categoria é a ausência
de lactose e, na maioria dos casos, de glúten, substâncias que sumiram da
mesa de muita gente.
Por terem um baixo teor de gorduras saturadas e a forte presença de
fibras, que ajudam no controle do colesterol e no funcionamento do intestino
elas são grandes aliadas da nossa saúde, além do mais as fórmulas ainda
costumam contar com magnésio e vitaminas do complexo B, aliados do
sistema nervoso. Apesar de todos estes benefícios temos que ficar de olho
pois, muitas vezes esses extratos são até mais calóricos do que o leite, por
causa do teor de gorduras insaturadas. Sem falar que podem ser um problema
para os alérgicos a oleaginosas
Outra coisa que devemos ficar de olho nas embalagens é em um
nutriente essencial para os ossos e dentes: o cálcio, que na ausência reduz o
caminho para a osteoporose. Ainda que alguns extratos vegetais sejam
enriquecidos com esse mineral, nem sempre a quantidade é suficiente para
nos auxiliar a atingir a meta de consumo diário, que é de 1 mil miligramas.
Portanto, estes extratos não devem ser vistos como substitutos dos
laticínios tradicionais para todos. O ideal é enxergar esses alimentos como
coisas diferentes, mas que podem se complementar auxiliando nossa saúde e,
de quebra, permitir novas experiências gastronômicas.
PATRICIA PEREIRA VARELLA
NUTRICIONISTA
CRN 16185
