Foi realizada na quinta-feira (30), no Sindicato Rural de Muriaé,uma mesa redonda com lideranças do setor, produtores rurais e empresas ligadas ao ramo da pecuária leiteira e agronegócios. A reunião teve o objetivo de criar a carta-manifesto que será encaminhada para os órgãos competentes da Federação de Agricultura do Estado de Minas Gerais (FAEMG) e representatividade em Brasília.
O evento foi realizado pela FAEMG junto com o Sindicato Rural de Muriaé e reuniu cerca de 300 pessoas, tornando a participação bem representativa. Esse manifesto está acontecendo a nível nacional,motivado pelo momento crítico que o produtor da área de leite está sofrendo, devido ao baixo custo da produção.
Henrique Aquino, presidente do Sindicato Rural de Muriaé, revelou que o preço de venda do leite está abaixo do seu custo de produção, o que foi impulsionado pelo aumento de impostos. “A população talvez não entenda isso. O produtor acordou e o Brasil depende do agronegócio. Esperamos que, a partir desse manifesto, aconteçam ações concretas em benefício do produtor. Junto a outras ações que já estão sendo tomadas, esse manifesto pode gerar respostas satisfatórias”, avaliou. Já Eduardo de Carvalho Pena,presidente da Comissão Técnica de Pecuária de Leite da FAEMG, elogiou a iniciativa de concentrar as reivindicações e encaminhá-las para os setores corretos buscando providências.
O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite), Geraldo Borges, afirmou que a revolta dos produtores acontece em todo o Brasil, devido ao desequilíbrio na cadeia nacional. “A cadeia produtiva do leite passa por diversos problemas, a importação de leite do Uruguai é apenas um deles. O Governo precisa olhar para a classe produtora de leite, que gera em torno de 5 milhões de empregos pelo país. Só nos últimos 10 anos, tivemos 700 mil produtores deixando a atividade, o que significa a perda de 2 a 3 milhões de postos de trabalho. Isso reflete nos 14 milhões de desempregados que temos no país. Precisamos manter as atividades do campo para impulsionar a economia nacional como um todo”, disse o presidente da Associação, que foi criada em julho e já conta com mais de 500 componentes.
“A abrangência é nacional e todos os produtores de raças leiteiras estão convidados, bem como as entidades do setor, associações, sindicatos e empresas”, continuou Geraldo. “A união de todos é fundamental para salvar a pecuária leiteira. Convido a visitarem nossa página www.abraleite.org.br e entrar em contato pelo e-mail abraleite@abraleite.org.br. Temos diferentes categorias para buscar agregar a todos, inclusive com a opção não-contribuinte. Precisamos de força para mudar esse cenário que hoje é desfavorável”, concluiu.







