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Prefeitura de Itabira contrata empresa com sobrepreço de R$3,4

milhões

Secretários de Damon vão à Câmara mas não conseguem responder

os questionamentos

Por diversas vezes os vereadores Geraldo Torrinha (PDT) e Bernardo

Mucida (PSB) apresentaram em plenário pedidos de convocação de

secretários do prefeito Damon Lázaro de Sena (PV) para dar explicações

sobre ações que envolvem as suas pastas, pedidos esses que foram

rejeitados pelos seus pares. Ao ver que todas as tentativas de convocação

eram frustradas pelos 15 vereadores que compõem a base do prefeito,

Bernardo Mucida adotou uma estratégia diferente, o que parece ter dado

certo. Ele divulgou nas redes sociais um vídeo onde dizia que mais uma

vez pediria a convocação do secretário Marcos Antônio Sampaio para falar

sobre a contratação da empresa Conservo Serviços Gerais, cujo contrato

teve um sobre preço de R$3,4 milhões apontado pelo Ministério Público.

Disse ainda que iria postar depois da reunião o voto de cada vereador, se a

favor ou contra a convocação do secretário.

A iniciativa foi muito comentada nas redes sociais e a população cobrou do

prefeito que liberasse o secretário para ir à Câmara. Pressionado, Damon

acabou cedendo e liberou o secretário de administração Marco Sampaio

e o procurador jurídico Daniel Lança que estiveram na última terça-feira

(9) na Câmara Municipal de Itabira para dar explicações sobre o processo

licitatório que culminou com a contratação da empresa Conservo Serviços

Gerais, um contrato de mais de R$28 milhões que foi considerado pela

justiça lesivo ao município.

Depois de muitos questionamentos por manter a empresa Sindicon por

quase dois anos sem licitação, com um contrato milionário, o governo

se viu obrigado a abrir licitação para contratar uma nova empresa. Foi

lançado então o edital 055/2013. A empresa Sergame Serviços Gerais,

que participava do certame, sentindo-se prejudicada pela exigência do

item 7.2.3 do edital, além de discordar também dos preços constantes

nos anexos I a VIII, acionou a justiça solicitando que os equívocos

fossem corrigidos para dar lisura ao processo de contratação e direitos

iguais a qualquer empresa interessada. A reclamação da empresa

itabirana foi julgada procedente e o juiz determinou na ação de número

0317.14.010819-0 que o prefeito Damon fizesse as correções para

regularização do certame e republicasse o edital, com abertura de novos

prazos para que as empresas interessadas pudessem concorrer. Damon

ignorou a ordem judicial e deu seguimento ao processo, o que culminou em

uma nova ação, que foi novamente acatada pelo juiz que julgou procedente

e determinou a anulação do edital e todos os atos posteriores. Ainda multou

o prefeito em R$ 100 mil por dia caso insista em descumprir a ordem

judicial.

O município se manifestou na ação e informou o juiz o caos que poderia

se instalar no município caso fosse mesmo obrigado a demitir todos os

funcionários contratados pela Conservo que já estava prestando serviços ao

município. O juiz. Dr. Henrique Mendonça Schvartzman, dotado de muito

bom senso, aceitou a argumentação e suspendeu por 30 dias a execução da

sentença, inclusive da multa diária aplicada ao prefeito Damon, para que se

resolva de vez a situação que envolve a contratação irregular da empresa,

sem prejuízo da decisão anterior, isto porque o prejudicado direto pelo

descumprimento da ordem judicial seria a população.

Na verdade a empresa Conservo não era para estar prestando serviço ao

município depois de o edital de licitação ter sido questionado antes da

finalização do certame.

A explicação dos secretários Marcos Sampaio e Daniel Lança na Câmara

Municipal não convenceu os dois vereadores, Geraldo Torrinha e Bernardo

Mucida, que lutam bravamente para que o processo de contratação de

empresas e serviços no município obedeçam as regras da legislação

para evitar prejuízos aos cofres públicos. O secretário alegou que o

Ministério Público teve como base para a denúncia uma planilha de custo

desatualizada. Garantiu também que caso a decisão do juiz seja mantida,

o município não vai ficar no prejuízo dos R$ 3,4 milhões. Disse ainda que

tem certeza de que o juiz irá rever a sua decisão, que eles estão tranquilos e

que o prefeito Damon está despreocupado.

Bernardo Mucida questionou o secretário de Administração sobre o que

estava sendo feito para resolver o problema e disse que a explicação

dos secretários não respondia os questionamentos. Advertiu também o

procurador jurídico, Daniel Lança, que garantia que a suspensão da multa

atendeu uma liminar, o que foi contestado por Bernardo Mucida que

também é advogado e professor universitário. Bernardo rebateu dizendo

que tratava-se de uma decisão transitada em julgado e que o processo

estava em fase de execução, não cabendo mais recurso.

A ida dos dois secretários à Câmara revelou para a sociedade uma

fragilidade do governo. As respostas dos secretários foram evasivas

e incapazes de convencer sobre a lisura das contratações feitas pela

prefeitura, além de demonstrar grande desconhecimento do processo

e das pastas pelas quais são responsáveis. Em resumo, o secretário

de Administração não soube explicar nada sobre o edital e nem sobre

a contratação da empresa e o procurador jurídico também não deu

explicações sobre o processo que culminou em sanções e multa ao prefeito

de Itabira. Os dois secretários, que estavam ainda acompanhados do

secretário de Governo, Edilson Lopes, e do chefe de gabinete Jadirão,

foram embora sem responder os questionamentos feitos por Geraldo

Torrinha e Bernardo Mucida. A reunião terminou em bate boca. O vereador

Lado de Dona Dudu (PMDB), antes que os dois vereadores terminassem

os questionamentos aos secretários, mudou o foco da discussão e partiu

para o ataque ao seu colega Bernardo Mucida por causa do vídeo postado

pelo vereador nas redes sociais e disse que o vereador não merecia o seu

respeito. O vereador Palhaço Batatinha (PSDB) também atacou Bernardo

Mucida. Ele disse que Mucida estava ofendendo a Câmara por causa de

seu slogan, “Bernardo Mucida, vereador de verdade.” Batatinha disse que

Mucida falou que a Câmara esta de rabo preso com o prefeito e questionou:

“Eu tenho rabo? Não sei se gente tem rabo. Eu nasci sem rabo.” o que

provocou gargalhadas no plenário.

Geraldo Torrinha aproveitou a presença dos quatro secretários na Câmara

para reforçar o convite a superintendente da Fundação Cultural Carlos

Drummond de Andrade. “Por que a superintendente da Fundação Cultural

não pode atravessar a rua e vir aqui explicar sobre a TV Cultura? Essa TV

está consumindo dinheiro público e fica aqui mais uma vez o convite a

superintendente.” E disparou: “Estamos vendo aqui no plenário repórteres

de vários órgãos de imprensa que são privados, não são pagos com o

dinheiro público. E o repórter da TV Cultura, cadê ele? Ele esta aqui no

plenário? Esta produzindo matéria para passar logo na televisão? Damon

contratou um repórter para a TV Cultura e a população está pagando.

Agora por que não dar explicações à população? É dinheiro público jogado

fora.”, desabafou o vereador.

O vereador Paulo Soares (PSB), líder do governo na Câmara, por diversas

vezes teve que ser contido pelo presidente Rodrigo Diguerê (PV), que

a todo momento pedia ao colega, fora do microfone, para não baixar o

nível e ter calma. Paulo parecia estar transtornado, andando sem rumo no

plenário de um lado para o outro.

(Jornal a Folha Minas – Itabira/MG)

Propaganda de bebidas

O Tribunal Regional Federal da 4a. Região, no Rio Grande do Sul, decidiu

restringir as propagandas de bebidas alcoólicas com teor alcoólico igual ou

superior a 0,5 grau Gay Lussac (GL). Até então as limitações previstas na

legislação valiam apenas para bebidas com mais de 13 graus GL, o que

excluía cervejas e vinhos em geral. Ainda cabe recurso da decisão que terá

validade em todo o território nacional a partir de 180 dias depois da

publicação do acórdão. Proposta pelo Ministério Público Federal (MPF), a

ação alegou haver evidências científicas de que ocorre a relação entre a

publicidade e o aumento de expectativas do consumo de ácoool, bem como

o consumo precoce de bebidas alcoólicas por adolescentes, em razão da

alta exposição às propagandas. A decisão restringe a publicidade em

emissoras de rádio e televisão, determinando que ela só poderá ocorrer das

21h às 6h, sendo que, até as 23h, apenas no intervalo de programas não

recomendados para menores de 18 anos. Pela decisão, fica proibida a

associação das bebidas com esporte olímpico ou de competição, ao

desempenho saudável de qualquer atividade, à condução de veículos e a

imagens ou idéias que sugiram maior êxito sexual ou à sexualidade das

pessoas. Também fica proibida a veiculação de propaganda em trajes

esportivos. Os rótulos das embalagens devem exibir a frase: “Evite o

consumo excessivo de à álcool”. Na parte interna dos pontos de vendas de

bebidas alcoólicas deve ter afixada em local visível a advertência de que é

crime punível com detenção dirigir alcoolizado. Esses nossos políticos não

tem mesmo o que fazer.

(Agência Brasil – São Paulo/SP)

Lei antifumo

Proprietários de bares e restaurantes não estão preparados para cumprir

a Lei Federal Anti fumo (12.546/11), segundo a Associação de Bares e

Restaurantes em Minas Gerais (Abrasel/MG). A norma, que já está em

vigor, foi regulamentada pelo Decreto 8.262, de 2 de junho deste ano. Ela

promete fechar ainda mais o cerco contra o cigarro no Estado, eliminando,

de vez, as áreas reservadas para os fumantes. Tem muito bar e restaurante

aí que não vão cumprir a Lei e serão multados e fechados. (Jornal de

Montes Claros – Montes Claros/MG)

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